IACIT: 40 anos de progresso e sucesso
- Última Atualização: 15 Maio 2026
Fundada em 1986, a IACIT iniciou suas atividades na prestação de serviços técnicos para navegação aérea e, ao longo dos anos, passou a investir no desenvolvimento de tecnologias próprias. A criação da área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, em 2008, marcou a transição para uma empresa com foco em engenharia e produção nacional. No dia 16 de maio, a empresa completará 40 anos de atividade, atualmente com um portfólio que reflete não apenas sua evolução industrial, mas também seu papel crescente em áreas sensíveis à soberania nacional. Em um cenário global de disputas tecnológicas e necessidade de autonomia estratégica, a empresa tem ampliado sua atuação no desenvolvimento de sistemas próprios voltados à defesa e segurança nacional.
Ao longo dos anos, a IACIT fortaleceu sua colaboração com as Forças Armadas por meio do desenvolvimento e fornecimento de tecnologias voltadas à ampliação das capacidades de monitoramento, à vigilância e à proteção de áreas sensíveis com radares de longo alcance, sistemas antidrone e soluções para o controle do espaço aéreo.
Na área de meteorologia, a empresa é responsável pelo desenvolvimento do radar RMT 0200, que atualmente reforça a segurança do espaço aéreo brasileiro. Cinco unidades do equipamento, entregues à Força Aérea Brasileira (FAB), foram instaladas em regiões estratégicas, formando um cinturão de vigilância meteorológica na Região de Informação de Voo da Amazônia (FIR-AZ). Com alcance de até 400km e operação em banda S, os radares são integrados ao Sistema de Meteorologia (SISMET) e fornecem dados para o planejamento de voos e operações aéreas. A tecnologia também pode ser aplicada em ações de defesa civil, contribuindo para uma gestão de risco mais assertiva, reduzindo impactos de desastres e, consequentemente, danos materiais, além de contribuir para salvar vidas.
A atuação da IACIT em vigilância marítima inclui o radar OTH 0100 Surface Wave, em operação desde 2018 no litoral do Rio Grande do Sul. O sistema utiliza ondas eletromagnéticas que se propagam sobre o mar para detectar embarcações a até 200 milhas náuticas da costa, sendo empregado no combate a atividades ilegais em águas jurisdicionais brasileiras, como tráfico de drogas e pesca predatória.
A empresa também desenvolve o OTH 0200 Skywave, tecnologia capaz de monitorar alvos a milhares de quilômetros de distância por meio da reflexão de ondas na ionosfera. O sistema integra um conjunto restrito de tecnologias e, com esse domínio, posiciona a IACIT entre um grupo seleto de países que dominam essa capacidade, ampliando o alcance de vigilância sobre áreas oceânicas e o espaço aéreo.
O avanço de drones e projetos de mobilidade aérea urbana levou a IACIT a desenvolver o sistema MUST (Multi-Sensor Urban Surveillance and Tracking), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). A solução é voltada ao rastreamento, em tempo real, de aeronaves não tripuladas nos domínios UTM e UAM, como drones de entrega e eVTOL. O sistema integra dados de múltiplos sensores e inteligência artificial, com aplicação em ambientes urbanos de alta densidade e potencial uso em segurança pública e defesa.
No âmbito da proteção de áreas sensíveis, a IACIT possui uma solução completa contra ataques de drones: o Sistema Antidrone DroneBlocker. Desenvolvido com tecnologia 100% nacional, o sistema foi projetado para inibir a comunicação de drones que operam por radiofrequência. O equipamento neutraliza Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP) por meio de bloqueadores de radiofrequência (jamming), interrompendo o vínculo entre o drone e seu operador. Utilizado pelo Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEX), o DroneBlocker é atualmente empregado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) em operações de proteção de fronteiras e no combate ao garimpo ilegal e ao narcotráfico na Amazônia. O sistema também foi utilizado em eventos de grande relevância, como os Jogos Olímpicos Rio 2016, a Cúpula do G20 e no reforço à segurança da COP30.
“O desenvolvimento desses sistemas de defesa reflete um alinhamento estratégico entre a IACIT e as necessidades de segurança nacional. Nosso foco é garantir que o Brasil disponha de ferramentas eficazes e confiáveis para o monitoramento do território e a proteção de infraestruturas críticas”, afirma Luiz Teixeira, CEO da IACIT.
Para o diretor comercial Gustavo Hissi, o avanço do setor passa pela consolidação da base industrial nacional. “Há capacidade técnica instalada no país para o desenvolvimento de soluções complexas. O desafio está em consolidar esse ecossistema, ampliando investimentos e fortalecendo a confiança em tecnologias desenvolvidas no país”, diz.
Em um cenário de crescente valorização da soberania tecnológica, a trajetória da empresa sugere que o domínio de soluções críticas tende a ser cada vez mais central — não apenas como diferencial competitivo, mas como componente essencial da segurança e do desenvolvimento nacional (Fotos: IACIT).










