15Agosto2026

 

Segurança & Defesa

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Chefe do DCT visitas ARES

No dia 12 de agosto, o Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército Brasileiro, General de Exército Hertz Pires do Nascimento, visitou a ARES, reforçando a parceria de longo prazo entre a empresa e o Exército e abrindo espaço para discutir como capacidades tecnológicas e industriais já desenvolvidas no Brasil podem contribuir para os atuais processos de modernização da Força e para os futuros ambientes operacionais. O General Hertz esteve acompanhado pelo General de Divisão Armando, Chefe de Ensino, Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação; e pelos Generais de Brigada Zago, do Centro de Avaliações do Exército (CAEx); Mauricio, do Centro Tecnológico do Exército (CTEx); e Vasconcellos, da Diretoria de Fabricação (DF). Na ocasião, foram apresentados projetos em andamento, competências acumuladas pela empresa em cerca de duas décadas de colaboração com o DCT e oportunidades de aplicação dessas capacidades em áreas estratégicas, como sistemas antidrone, plataformas terrestres não tripuladas, modernização de torres e sistemas de armas, simulação e os futuros programas da nova família de blindados do Exército.

Ao longo de aproximadamente duas décadas de colaboração com o DCT e suas organizações subordinadas, a ARES desenvolveu capacidades em engenharia, integração de sistemas, produção seriada, nacionalização, software, simulação, suporte logístico e gestão do ciclo de vida de produtos de Defesa. Programas conduzidos em parceria com o Exército, entre eles o desenvolvimento de instrumentos ópticos, estações de armas, torres e simuladores, contribuíram para consolidar na ARES competências que abrangem diferentes etapas do ciclo de uma capacidade de Defesa, desde a definição de requisitos e as atividades de pesquisa e desenvolvimento até a industrialização, introdução no emprego operacional, modernização e suporte ao longo de sua vida útil.

Entre as experiências apresentadas durante a visita esteve a atualização da UT30BR, iniciativa que envolveu o tratamento de obsolescências, a atualização de componentes eletrônicos e a incorporação de novas funcionalidades. O projeto exemplifica a capacidade da ARES de atuar sobre sistemas complexos já empregados pela Força, combinando modernização tecnológica, extensão da vida útil e incorporação de novas capacidades operacionais, incluindo recursos voltados à defesa contra drones. A empresa também apresentou sua atuação em simulação, capacidade que surgiu inicialmente para apoiar a preparação dos operadores dos sistemas empregados pelo Exército e evoluiu para uma linha de produtos desenvolvida no Brasil, utilizada em programas nacionais e internacionais. Atualmente, a área também trabalha em soluções avançadas voltadas ao treinamento em cenários de defesa contra drones, ampliando a capacidade de preparação de operadores diante de novos ambientes e requisitos operacionais.

A integração de sistemas de armas em plataformas terrestres não tripuladas, o desenvolvimento de soluções antidrone, a modernização de torres em operação e a participação nos futuros programas relacionados à nova família de blindados do Exército estiveram entre as oportunidades de futuro apresentadas à comitiva.

A experiência acumulada pela ARES em integração de armamentos, sensores, sistemas optrônicos, sistemas de controle de tiro, eletrônica embarcada e simulação pode ser aplicada tanto às plataformas atualmente empregadas pela Força quanto aos novos blindados que venham a ser selecionados pelo Exército. A capacidade de integração é particularmente relevante em programas de modernização, nos quais diferentes tecnologias precisam operar de forma coordenada dentro de uma mesma plataforma. Nesse contexto, a experiência acumulada pela empresa permite combinar sistemas e componentes, adaptar soluções e desenvolver novas funcionalidades de acordo com requisitos específicos.

A ARES também apresentou sua capacidade de apoiar o DCT na avaliação de tecnologias consideradas estratégicas para o planejamento de médio e longo prazo. Essa atuação pode envolver a análise de alternativas, o desenvolvimento de soluções nacionais, a adaptação de tecnologias existentes e a estruturação de processos de nacionalização, produção e suporte no Brasil.

Como parte de um dos maiores grupos de Defesa do mundo, a ARES reúne acesso a tecnologias empregadas em sistemas e soluções comprovados internacionalmente com sua capacidade de engenharia e experiência local. Esse modelo permite adaptar tecnologias aos requisitos específicos do Exército Brasileiro e às necessidades nacionais, além de desenvolver soluções sob medida a partir das competências instaladas no Brasil. A combinação entre acesso tecnológico, engenharia local e capacidade de integração também permite estruturar soluções considerando não apenas a aquisição de um sistema, mas seu ciclo de vida, incluindo desenvolvimento, produção, modernização, suporte e eventual nacionalização de componentes e tecnologias.

Frederico Medella, diretor da ARES, assim se expressou: “Ao longo dos últimos 20 anos, a parceria com o DCT contribuiu para a construção de capacidades que hoje estão instaladas na ARES. Nosso objetivo é preservar e evoluir esse legado, mas também colocar essa estrutura à disposição dos próximos desafios do Exército, seja por meio de soluções desenvolvidas no Brasil, seja facilitando o acesso e a adaptação de tecnologias estratégicas”.

A visita reforçou a possibilidade de colaboração em dois horizontes complementares. No presente, na atualização, modernização e sustentação dos sistemas já empregados pela Força. No futuro, na identificação, avaliação e desenvolvimento das capacidades necessárias aos novos ambientes operacionais e aos programas de modernização do Exército (Fotos: ARES).