Iniciada a construção da quarta fragata da classe “Tamandaré”
- Última Atualização: 13 Janeiro 2026
Em 9 de janeiro de 2026, a Marinha do Brasil (MB), a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis e a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) realizaram o corte da primeira chapa de aço da Fragata Mariz e Barros (F203), quarto navio previsto no Programa Fragatas Classe “Tamandaré” (PFCT). O evento foi realizado na TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, Santa Catarina. Com o início da construção da F203, a TKMS Estaleiro Brasil Sul atinge o auge da produção prevista inicialmente para o PFCT, com as quatro embarcações do programa sendo produzidas concomitantemente, em território brasileiro, com alto índice de conteúdo local.
O primeiro corte de chapa representa a transição da fase de projeto para a fase de fabricação do navio. Para que esse marco seja atingido, o projeto detalhado da embarcação deve estar completo e aprovado, garantindo que todos os aspectos de engenharia, planejamento e logística estejam prontos para a produção. A partir deste momento, os recursos começam a ser aplicados de forma intensiva, e o cronograma de construção ganha uma nova dinâmica, com maior ênfase no controle de qualidade e na eficiência da produção.
A F203 recebe o nome do Primeiro-Tenente Antônio Carlos de Mariz e Barros, herói da Guerra da Tríplice Aliança. O militar comandou o encouraçado Tamandaré, um dos três primeiros navios com couraça construídos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro e incorporados pela Marinha do Brasil. Ele morreu a bordo do Tamandaré quando o navio foi atingido durante o bombardeio ao Forte de Itapiru, em 1866. O projetil fragmentou-se atingindo 34 militares, entre eles o Comandante, o Tenente Mariz e Barros, que faleceu no dia seguinte ao ataque, em função dos graves ferimentos.
A fragata “Mariz e Barros” poderá atingir a velocidade de 25 nós. A previsão é de que o batimento de sua quilha ocorra ainda no segundo semestre de 2026, com lançamento previsto para 2027, seguindo-se a incorporação à Marinha do Brasil até 2029.
O PFCT está incluído no Novo Programa de Aceleração do Crescimento, o Novo PAC, do Governo Federal, no eixo de Inovação para a Indústria de Defesa, o que garante mais investimentos e possibilita a nacionalização de sistemas avançados, capacitando empresas brasileiras na produção, manutenção e modernização dos recursos empregados ao longo do ciclo de vida dos navios. A expectativa é de que, durante a construção das quatro fragatas, sejam gerados cerca de 23 mil empregos (2 mil diretos, 6 mil indiretos e 15 mil induzidos).
O Diretor de Gestão de Programas da Marinha, Vice-Almirante Marcelo da Silva Gomes, foi o responsável por acionar o dispositivo que simbolizou o corte da primeira chapa. Também participaram do evento o CEO da Águas Azuis, Fernando Queiroz; o CEO da TKMS Estaleiro Brasil Sul e Diretor de Operações da Águas Azuis, Holger Tepper; e o Coordenador-Geral de Programas Estratégicos da Emgepron, Vice-Almirante Antônio Reginaldo Pontes Lima Junior; além de outras autoridades civis e militares.
A fragata Tamandaré (F200), primeira da classe, foi lançada ao mar em agosto de 2024 e passou pelos testes de aceitação do mar em 2025. A embarcação deve ser entregue ao Setor Operativo da Marinha do Brasil ainda no primeiro semestre de 2026. A segunda fragata, a Jerônimo de Albuquerque (F201), passou pela cerimônia de batimento de quilha em junho de 2024 e foi lançada ao mar em agosto de 2025. As provas de mar da embarcação estão previstas para meados de 2026. O corte da primeira chapa da terceira, a fragata Cunha Moreira (F202), foi realizado em novembro de 2024 e o início da montagem dos blocos que formam a embarcação foi em junho de 2025, com a cerimônia de batimento de quilha. A expectativa é de que essa fragata seja lançada em julho de 2026 (Foto: TKMS).









