A Saab recebeu do Comando Logístico das Forças de Defesa da Finlândia para o fornecimento de um lote de sistemas superfície-ar RBS 70 NG. O contrato inclui treinamento, peças e reposição e equipamento de manutenção, além de ter uma cláusula para possíveis encomendas futuras. Desde 2008 a Finlândia emprega a variante anterior do RBS 70; o RBS 70 NG oferece diversas novas capacidades, entre eles rastreamento automático do alvo e capacidade de emprego noturno (Foto: Saab).

 

A Saab concluiu com sucesso o primeiro voo do Gripen F, a variante de dois lugares do Gripen E (Fotos: Saab). A aeronave decolou às 9h40 no horário local (4h40 no horário de Brasília) do aeródromo da Saab em Linköping, na Suécia, e permaneceu em voo por 40 minutos.

O voo foi conduzido pelo piloto-chefe de testes da Saab, Jakob Högberg, e pelo Tenente-Coronel Aviador Abdon de Rezende Vasconcelos, piloto de testes da Força Aérea Brasileira. O voo inaugural verificou com sucesso a funcionalidade dos principais sistemas da aeronave e seu desempenho inicial de voo.

"Esse primeiro voo representa um passo importante tanto para a Saab quanto para a Força Aérea Brasileira. Ver o Gripen F decolar é particularmente significativo para todas as equipes suecas e brasileiras cujos anos de trabalho de engenharia ajudaram a transformar esta aeronave em realidade. Ela é projetada para acelerar o treinamento de pilotos ao mesmo tempo em que aprimora o desempenho operacional em missões de combate avançadas", afirma Lars Tossman, chefe da área de negócios Aeronautics da Saab.

Com esse marco, o Gripen F entra na fase de voos da campanha de testes. Após os voos iniciais de aceitação de produção, o programa avançará para uma fase de expansão progressiva do envelope. Os limites de desempenho da aeronave — incluindo velocidade, altitude, fator de carga (carga G) e ângulo de ataque — serão validados gradualmente. Em paralelo, as capacidades táticas e as funções do cockpit traseiro, específicas da configuração de dois lugares, também serão avaliadas.

O Gripen F é o resultado da parceria estratégica entre o Brasil e a Suécia, bem como da ampla transferência de tecnologia realizada no âmbito do Programa Gripen Brasileiro. Mais de 350 engenheiros, técnicos e pilotos brasileiros participaram de atividades de treinamento relacionadas ao desenvolvimento, produção, ensaios em voo e manutenção da aeronave.

Como cliente lançador, o Brasil desempenhou um papel ativo no codesenvolvimento da variante de dois lugares, permitindo a participação industrial direta e a cooperação de longo prazo.

A campanha será conduzida pelo Centro de Ensaios em Voo da Saab na Suécia. Assim que as atividades planejadas e os procedimentos de aceitação da aeronave forem concluídos, o Gripen F será preparado para a entrega à Força Aérea Brasileira.

A SIATT iniciou as operações de sua nova unidade industrial em Caçapava (SP). A entrada em funcionamento da Fase 1, marcada por uma solenidade realizada nesta quarta-feira, amplia a capacidade da empresa para desenvolver, fabricar, integrar, testar e qualificar sistemas de alta complexidade destinados aos setores de Defesa e Espaço.

A cerimônia reuniu autoridades civis e militares, membros da equipe e convidados. A mesa da cerimônia contou com a participação do Ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luis Fernandes; do Vice-Governador do Estado de São Paulo, Felicio Ramuth; do Presidente do Conselho de Administração da SIATT, Azhaury Cunha Filho; do Presidente do Cluster de Mísseis e Armamentos do Grupo EDGE, Saif Al Dahbashi; do Prefeito de Caçapava, Yan Lopes de Almeida; do Almirante de Esquadra Carlos Chagas Viana Braga, Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais; do General de Exército Hertz Pires do Nascimento, Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia; e do Diretor-Presidente da SIATT, Rogerio Salvador.

"Um país que pretende decidir sobre o próprio futuro, precisa também decidir as suas escolhas, e essa liberdade se sustenta não apenas em meios militares, mas também em ciência, engenharia e uma indústria capaz de transformar conhecimento em soluções concretas", disse Rogério Salvador.

A nova planta reúne infraestrutura e recursos para a produção de armamentos inteligentes, como mísseis e foguetes guiados, além de motores-foguete e outros sistemas propulsivos para aplicações espaciais. A Fase 1 da unidade conta com 6.200 m² de área construída. O projeto, concebido para apoiar programas estratégicos brasileiros, fortalece a autonomia tecnológica nacional e foi estruturado para permitir ampliações conforme a evolução das demandas do País e do mercado internacional. Com a entrada em operação da unidade, a SIATT passa a reunir em Caçapava competências industriais e tecnológicas relacionadas à fabricação de sistemas estratégicos e ao domínio de tecnologias críticas para os setores de Defesa e Espaço.

"Existe uma diferença fundamental entre dominar uma tecnologia e possuir a capacidade industrial de produzi-la de forma recorrente, confiável e em escala. A nossa sede em São José dos Campos, inaugurada no ano passado, e esta planta de Caçapava que se inicia hoje, representam justamente essa transição. Estamos transformando conhecimento acumulado durante muitos anos em uma capacidade industrial permanente”, disse o Presidente do Conselho de Administração da SIATT, Azhaury Cunha Filho.

A Unidade SIATT Caçapava foi projetada para abranger todas as etapas do desenvolvimento e da produção de mísseis, foguetes guiados, motores-foguete e sistemas propulsivos. Sua estrutura apoia a industrialização de tecnologias estratégicas destinadas a programas de interesse nacional. A conclusão da primeira fase integra o ciclo de investimentos voltado à implantação e à consolidação desse conjunto de competências. O projeto também prevê ampliações progressivas, conforme a evolução dos programas e das demandas do mercado. Dessa forma, a unidade cria condições para o estabelecimento de novas parcerias, o desenvolvimento de produtos e a expansão internacional da SIATT.

A entrada em operação da unidade amplia a capacidade brasileira de desenvolver, qualificar e produzir mísseis e outros sistemas avançados de Defesa, contribuindo para a consolidação da Base Industrial de Defesa (BID). A iniciativa apoia a busca do Brasil por maior soberania e autonomia tecnológica em áreas estratégicas. Ao reforçar a estrutura fabril e ampliar o domínio de tecnologias críticas, a unidade contribui para reduzir dependências externas e aumentar a capacidade do País de fabricar sistemas essenciais à Defesa Nacional. Além disso, a nova infraestrutura abre caminho para a participação da SIATT em programas estratégicos e em parcerias com empresas, instituições de ciência e tecnologia e organizações nacionais e internacionais. Esse movimento favorece o desenvolvimento de novas tecnologias e expande as oportunidades de inserção da empresa no mercado global.

A unidade também permite à SIATT ampliar sua atuação no setor espacial, especialmente no desenvolvimento e na fabricação de motores-foguete e sistemas propulsivos. Essa capacidade potencializa as competências nacionais e impulsiona o avanço do Programa Espacial Brasileiro. Ao integrar conhecimentos e tecnologias aplicáveis aos setores de Defesa e Espaço, a empresa amplia suas possibilidades de criação de novos produtos para diferentes mercados de alta tecnologia. A convergência entre essas áreas favorece o uso compartilhado de instalações, conhecimentos e competências de engenharia. Com isso, a Unidade Caçapava reforça a posição brasileira em tecnologias de elevado valor estratégico.

As fases 2 e 3 preveem novas ampliações da infraestrutura e aumentos sucessivos da capacidade de produção de sistemas destinados aos setores de Defesa e Espaço. À medida que essas etapas avançarem, a SIATT poderá atender a um número maior de programas estratégicos do País e buscar novas oportunidades no mercado internacional, em alinhamento com as políticas de Estado e com as diretrizes brasileiras para a exportação de produtos e tecnologias de Defesa.

A planta aumentará a demanda por profissionais especializados, criando postos de trabalho qualificados e contribuindo para o desenvolvimento regional. A previsão é de que a Unidade Caçapava gere 640 empregos, sendo 160 diretos e 480 indiretos, até a conclusão do projeto. A expansão também consolidará o ecossistema formado por empresas, universidades, centros de pesquisa e instituições de engenharia, tecnologia e indústria de alta complexidade (Fotos: SIATT).

O Ministério da Defesa da Holanda assinou um acordo de longo prazo com a Saab para o fornecimento do sistema de camuflagem móvel Barraccuda, e o documento já inclui a primeira encomenda, com entregas se estendendo pelos próximos anos. Henning Robach, chefe da unidade de negócios Barracuda da Saab, declarou: “Estamos orgulhosos de apoiar o Exército holandês com nossas soluções avançadas de camuflagem multiespectral, ajudando a proteger sua frota de viaturas contra detecção pelo moderno espectro de sensores, reforçando sua capacidade de sobrevivência e mobilidade no campo de Batalha” (Foto: Saab).

 

O EDGE Group e o Exército Brasileiro, por meio do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), estabelecerão um Centro de Excelência em Defesa Cibernética (COE), a primeira instituição do gênero na América Latina a operar sob um modelo tripartite, 

reunindo governo, indústria e academia. A iniciativa reflete o compromisso estratégico e conjunto das duas instituições fundadoras de estabelecer uma organização permanente, alinhada a padrões internacionais, voltada a atender às necessidades de cibersegurança do Brasil e a contribuir para a região. Ambos os parceiros fundadores realizarão investimentos diretos na instituição, reforçando seu compromisso com a solidez operacional, a independência institucional e a continuidade de longo prazo do Centro.

O COE oferecerá serviços especializados a todas as Forças Armadas brasileiras e instituições federais, abrangendo capacitação profissional, desenvolvimento e certificação; resposta a incidentes cibernéticos e perícia digital; serviços estratégicos de consultoria em cibersegurança; pesquisa e desenvolvimento de doutrina e capacidades de defesa cibernética; planejamento e realização de exercícios nacionais e regionais; e desenvolvimento de capacidades e soluções avançadas de defesa cibernética.

Com base nas melhores práticas internacionais, incluindo o NATO Cooperative Cyber Defence Centre of Excellence, o Centro tem como objetivo posicionar o Brasil como referência regional em excelência em cibersegurança soberana. O COE também buscará estabelecer vínculos, cooperação e reconhecimento junto a organizações internacionais de cibersegurança, fortalecendo a integração do Brasil à comunidade global de cibersegurança.