Ka-50
Hokum
O KA-50 difere consideravelmente, em configuração,
da maior parte dos outros helicópteros de combate.
Para começar, como já é tradicional
com os helicópteros do design bureau OKB Kamov, o
Ka-50 não tem rotor de cauda, e sim dois rotores
principais coaxiais superpostos. Outra diferença
fundamental é o fato de que o Ka-50 é monoposto,
o que significa que o piloto, além de controlar a
aeronave, tem também a seu cargo todas as outras
atividades que normalmente são funções
do artilheiro.
Aparentemente a gênese do Ka-50 está num requisito
formulado pelo militares russos para uma aeronave capaz
de se contrapor ao YAH-63 e ao YAH-64, então em desenvolvimento
nos Estados Unidos. Após o estudo de várias
opções, o V-80 (designação interna)
foi escolhido como a mais promissora; pode parecer surpreendente,
mas o V-80 era um biposto com assentos em tandem! Durante
a fase de refinamento do projeto, o bureau Kamov decidiu
eliminar um dos assentos, acreditando que os sistemas de
bordo reduziriam a carga de trabalho do piloto a níveis
razoáveis. O bureau reconhecia que dois tripulantes
eram melhor que um, mas alegava que, com o Ka-50, um piloto
seria capaz de realizar as mesmas missões que os
dois tripulantes do seu competidor direto Mi-28 (que será
tratado mais adiante) e de seu provável oponente
num futuro conflito, o AH-64A.
O primeiro protótipo do Ka-50 voou em junho de 1982,
e após a fase inicial do desenvolvimento a aeronave
começou a ser avaliada comparativamente com o Mi-28.
Os testes mostraram que graças a um maior grau de
proteção (aumentando a sobrevivência
em combate), melhor armamento e desempenho mais favorável
(especialmente em condições hot and
high) o Ka-50 superava o Mi-28. Em comparação
com o Mi-24, o salto em desempenho era imenso.
Em dezembro de 1987, após uma competição
direta (fly off) com o Mi-28, o governo soviético
autorizou o início da produção do Ka-50.
Provavelmente por razões de falta de recursos, apenas
um pequeno número foi eventualmente produzido e entregue
ao exército russo.
Somente em agosto de 1992 o Ka-50 foi visto pelo público,
o que aconteceu no show aéreo de Moscou. O Ka-50
foi apresentado no Ocidente em 1992, durante a feira de
Farnborough, no Reino Unido. A aeronave foi exposta apenas
estaticamente, e estava pintada de preto, ostentando o nome
Werewolf (Lobisomem) na cauda. No ano seguinte,
esse e outro exemplar foram apresentados no Paris Air Show
o segundo helicóptero, porém, apresentava
o nome Black Shark (Tubarão Negro). Aparentemente
essa pintura (e os nomes) foi aplicada para que os Ka-50
aparecessem numa produção cinematográfica
russa, mas o nome Black Shark foi oficialmente
adotado.
O Ka-50 possui um canhão 2A42 de 30 mm (com 500 tiros)
num reparo no lado direito da fuselagem. O canhão
não é fixo: no plano horizontal pode ser apontado
para a direita num arco de 15“, e no vertical pode ser movido
num arco de 30“ a +15“. Podem ser transportados até
16 mísseis anticarro guiados a laser Vikhr (AT-9)
em cabides que podem ser movidos no plano vertical
de 0“ a 10“ ou 80 foguetes de 80 mm. O peso
máximo de decolagem era de 10.800 kg e a velocidade
máxima é de 310 km/h. A propulsão fica
a cargo de duas turbinas Klimov TV3-117VMA (com 2.200 shp
cada), as mesmas utilizadas no Mi-28. O Ka-50 é o
primeiro helicóptero equipado com assento ejetável.
Quando o mesmo é acionado, as pás dos rotores
são automaticamente ejetadas.
Em março de 1997 voou o protótipo do Ka-50Sh,
uma versão capaz de realizar missões noturnas,
abrigando, no nariz, um sistema FLIR, uma unidade de direção
de tiro, um telêmetro laser e a unidade de direção
dos mísseis Vikhr. Mais tarde, esse conjunto foi
substituído por um sistema menos volumoso, alojado
em duas torretas também no nariz. Logicamente o copkpit
é compatível com o uso de óculos de
visão noturna pelo piloto, e encontra-se em desenvolvimento
um radar compacto para instalação no Ka-50Sh.
Embora em 1995 o então Presidente Boris Yeltsin tenha
assinado um decreto aceitando formalmente o Ka-50 em serviço
no exército russo e em 1996 a aeronave tenha sido
incluída no plano de aquisições daquela
força, o Ka-50 a despeito de suas óbvias
qualidades não conseguiu encomendas substanciais.
As chances de aquisição por parte de outros
países foram prejudicadas por se tratar de uma aeronave
monoposto. O consenso geral era de que num helicóptero
de ataque, quase sempre voando a baixíssima altitude,
muitas vezes em áreas confinadas, um outro tripulante
seria indispensável para adquirir uma consciência
situacional da batalha, designar e guiar os mísseis,
etc. Dobrando-se ao inevitável, o bureau Kamov já
vinha desenvolvendo uma variante biposto, o Ka-52 Alligator.
Enquanto isso, dois Ka-50 foram empregados em combate na
Chechênia, por um período de dois meses a partir
de janeiro de 2001.
Ka-52 e Ka-50-2
Em 1987 foi iniciado o trabalho em um biposto, cujo protótipo
foi convertido a partir da célula de um exemplar
de produção do Ka-50, que recebeu a designação
Ka-52. Os assentos foram colocados lado a lado, por se julgar
que isso facilitava a cooperação e o trabalho
em conjunto dos tripulantes.
O protótipo voou em junho de 1997, e embora se tenha
reduzido a blindagem e a quantidade de munição
para o canhão, o peso normal de decolagem era superior
em 600 kg ao do Ka-50 com inevitáveis conseqüências
para o desempenho. Para compensar tudo isso, espera-se dotar
o Ka-52 de motores mais potentes.
O equipamento previsto para o Ka-52 inclui o sistema Myech-U,
que na realidade integra dois radares: um de onda milimétrica,
localizado no nariz (para uso em ataque ao solo, mapeamento
do terreno e terrain following/avoidance), e outro de onda
decimétrica, localizado acima do rotor (para emprego
ar-ar). Pela doutrina russa, o Ka-52 seria utilizado pelo
comandante de um grupo de helicópteros, mas os sistemas
de bordo o capacitam totalmente para outras funções
de combate.
Em conjunto com a empresa israelense Israel Aircraft Industries
(IAI), a Kamov apresentou o Ka-52 na competição
para selecionar um helicóptero de ataque para o exército
turco. Embora vários pilotos turcos tivessem comentado
favoravelmente sobre a aeronave após voá-la,
o exército turco exigiu assentos em tandem e compatibilidade
com os padrões da NATO. Daí surgiu o Ka-50-2
Erdogan (palavra turca que significa nascido para
lutar), e embora os assentos sejam em tandem, quem
senta na frente é o piloto. O desempenho do Ka-50-2
é bem semelhante ao do Ka-50. A Kamov pretende desenvolver
mais ainda o Ka-50-2, eventualmente podendo ser adotada
a designação Ka-54.
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Ao
lado O charuto da fuselagem do Mi-28
revela alguns detalhes interessantes, entre eles o
tamanho relativamente pequeno das transparências
dos cockpits. Os tripulantes são bem protegidos
por blindagem, como é de hábito em todas
as aeronaves
soviéticas/russas utilizadas em ataques ao
solo.
(Foto: Segurança & Defesa)
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Mi-28
Havoc
Apesar de sua grande capacidade, essa aeronave tem um futuro
incerto. O emprego de helicópteros projetados pelo
design bureau Mil se constituía e se constitui
quase que uma tradição nas forças
terrestres soviéticas/russas. Assim, quando se pensou
em um helicóptero de ataque para suceder o Mi-24
Hind, o OKB Mil parecia ser a escolha quase que automática.
Entretanto, as coisas não aconteceram assim.
O projeto do Mi-28 iniciou-se em 1980, tendo primeiro protótipo
voado em novembro de 1982. Cinco anos depois voou o Mi-28A,
com algumas modificações, incluindo motores
mais potentes (dois turboshaft Klimov TV3-117VMA, cada um
com 1.200 shp). O Mi-28 foi avaliado comparativamente com
o Ka-50 (como já descrito acima), e em meados da
década de noventa o helicóptero da Kamov foi
selecionado como vencedor. É possível que
a idéia dos russos fosse compor um mix
com os dois tipos, o que é totalmente impossível
face às dificuldades financeiras do país.
Essa impressão é reforçada pelo fato
de que, em 1994, o exército russo autorizou o desenvolvimento
do Mi-28N, variante com capacidade noturna e all-weather.
O demonstrador foi construído a partir da célula
do primeiro protótipo do Mi-28A, e voou em abril
de 1997. O Mi-28N é equipado com radar no mastro
do rotor, sendo também dotado de sensores óticos,
telêmetro e designador laser e FLIR. Além do
canhão de 30 mm no nariz (com 250 tiros), o armamento
do Mi-28 inclui mísseis 9M114 Shturm C (AT-6 Spiral),
foguetes de 80 mm, casulos com canhão de 23 mm, lançadores
de granadas, containers para lançamento de minas,
etc. Para exportação, foi desenvolvida uma
versão designada Mi-28NE.
Em 1995, a Suécia realizou um fly off entre
o AH-64A e o Mi-28A. Um dos protótipos do Mi-28A
foi transportado para aquele país a bordo de um Antonov
An-124. Anteriormente, três pilotos suecos haviam
sido treinados para voar o Havoc; entretanto, durante a
avaliação o pessoal sueco voou como artilheiro,
com um piloto russo nos controles. O exército sueco
considerou que o Mi-28 tinha uma elevada capacidade de sobrevivência
em combate, com boa proteção balística
e excelente sistemas de alerta radar e contramedidas eletrônicas.
O relatório oficial mencionou a boa e espantosamente
repetida precisão do armamento. E não
era para menos: mísseis Shturm e Ataka foram disparados
contra alvos estacionários em alcances máximos
de 4.680 m, estando o helicóptero a 200 km/h, com
precisão de 1 m! O desempenho dos foguetes também
foi extraordinário: disparados em alcances de até
4.000 m, foram conseguidos 35 acertos em 40 disparos. Ao
longo de todo o período de avaliação,
o Mi-28 voou 30 horas, não sendo abortada nenhuma
missão.
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Ao
lado A manobrabilidade do
Mi-28 é excepcional:
em 1993, um Mi-28 realizou loops e tunneaux.
O trem de pouso é reforçado para resistir
a choques de até 40g. O canhão pode conteirar
110“ para cada lado do eixo e a elevação
varia de +10“ a 30“. Na foto, o Mi-28N.
(Foto:Rosoboronexport) |
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RAH-66
Comanche
O Comanche é o primeiro helicóptero de combate
de terceira geração. Seu desenvolvimento originou-se
em 1981, quando o U.S. Army anunciou o programa LHX (Light
Helicopter Experimental, ou Helicóptero Leve Experimental).
Estimava-se que cerca de 5.000 exemplares do modelo vencedor,
em várias variantes, seriam adquiridos para substituir
o UH-1, AH-1, OH-6 e OH-58. Esse total foi posteriormente
reduzido para 2.096 unidades, e atualmente está prevista
a produção de 1.213, a serem empregados em
missões de reconhecimento, ataque leve e combate
aéreo. O total final, porém, poderá
ser menor. Excluindo-se os custos de desenvolvimento, estima-se
que serão necessários US$39 bilhões
para a produção da quantidade pretendida.
Dois grupos participaram da concorrência: o First
Team, composto pela Boeing e pela Sikorsky, e o Super
Team, formado pela Bell e McDonnell Douglas Helicopters.
O First Team foi anunciado vencedor do programa
LHX em abril de 1991, tendo o primeiro protótipo,
designado YRAH-66, voado em janeiro de 1996, e o segundo
em março de 1999.
A configuração do Comanche mostra a preocupação
em diminiur sua assinatura radar (através principalmente
do faceteamento da fuselagem), infravermelho,
acústica e visual. Em missões onde a assinatura
obrigatoriamente tenha que ser a menor possível,
os mísseis serão transportados internamente,
num compartimento capaz de abrigar até seis AGM-114L
Hellfire); se for o caso, externamente (em aletas removíveis)
podem ser transportados mais oito Hellfire, ou ainda casulos
de foguetes de 70mm. O RAH-66 poderá transportar
também um total máximo de doze mísseis
ar-ar FIM-92A Stinger internamente, além de mais
14 externamente na maioria das situações,
o armamento provavelmente constará de uma combinação
de mísseis anti-carro, foguetes e mísseis
ar-ar. O Comanche dispõe ainda de um canhão
de 20 mm (no nariz, em reparo móvel) com até
500 tiros, e nas aletas removíveis podem também
ser transportados tanques suplementares de combustível,
para deslocamentos longos. O cockpit é pressurizado
(para proteção química e biológica),
com o piloto ocupando o assento dianteiro.
O Comanche é impulsionado por um par de turbinas
LHTEC T800-LHT-801, que acionam um rotor principal de cinco
pás e um rotor de cauda de oito pás. Este
é embutido na própria célula
(o conhecido sistema fenestron do Eurocopter
Dauphin), o que ajuda ainda mais a diminuir as assinaturas.
Em junho de 2000 o U. S. Army assinou um contrato de US$3,1
bilhões para a fase de Engenharia e Desenvolvimento
de Fabricação (Engineering and Manufacturing
Development), que inclui a produção de 13
exemplares. Esses Comanche deverão ser produzidos
em Bridgeport (Connecticut), local que é também
candidato a sediar a produção em série.
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Ao
lado O Boeing/Sikorsky RAH-66 Comanche é
o primeiro helicóptero de ataque de terceira
geração. É caracterizado por baixas
assinaturas ao longo de todo o espectro eletromagnético,
capacidade de transportar mísseis internamente
e aviônicos de última
geração. (Foto: Boeing/Sikorsky) |
América
do Sul
Até o momento, o único país sul-americano
que dispõe de helicópteros de ataque é
o Peru, que utiliza o Mil Mi-25 Hind-D. Inicialmente foi
assinado um contrato com a então União Soviética
para o fornecimento de um lote de 14 exemplares, num pacote
que incluiu mísseis anticarro 3K11 Falanga (AT-2
Swatter C), peças de reposição, ferramentas,
assistência técnica e treinamento de pilotos
e pessoal de terra. As entregas aconteceram entre 1983 e
1985, sendo as aeronaves alocadas ao Escuadrón Aéreo
No. 211, do Grupo Aéreo No. 2, sediado na Base Aérea
Mayor FAP Guillermo Protset del Castillo, em Arequipa, 800
km ao sul de Lima.
A idéia original era dotar a Fuerza Aérea
del Peru com 24 dessas aeronaves, e o Ejercito com mais
12. Entretanto, a crise econômica que se instalou
no país a partir de 1987 inviabilizou um programa
tão amplo. Em junho de 1989 os Mi-25 foram empregados
pela primeira vez na luta contra o grupo subversivo Sendero
Luminoso. Em 1992, a FAP adquiriu mais sete Mi-25,
provenientes da Fuerza Aérea Sandinista, da Nicarágua,
país onde essas aeronaves haviam sido usadas no combate
aos Contras. Um desses Hind (matrícula
FAP-654) foi imediatamente canibalizado, para fazer face
à falta de sobressalentes.
Os Mi-25 peruanos foram empregados em 1995 no conflito de
fronteira com o Equador, na região da Cordillera
del Cóndor. O armamento habitual dos Mi-25 na ocasião
eram quatro casulos UV-32-57 (cada um com 32 foguetes de
57mm), além da metralhadora conteirável de
12,7 mm (de quatro canos) no nariz. Em alguns casos, os
dois casulos dos cabides internos eram substituídos
por casulos UPK-23, com canhões GSh-23L de 23 mm.
No dia 7 de fevereiro, num ataque à Base Sur, o Mi-25
de matrícula FAP-695 foi atingido por artilharia
antiaérea (23 mm ou 37 mm) e em seguida por um míssil,
provavelmente um Igla, precipitando-se ao solo com a perda
dos três tripulantes.
Do total de 21 Mi-25, restam 14, dos quais três são
ex-nicaraguenses. Dois Hind foram canibalizados em 1992
(um deles o FAP-654, conforme mencionado acima), outro em
meados da década de 90, o EP-695 foi perdido em combate,
dois colidiram no ar em agosto de 1995 com perda
total e outro se perdeu num pouso de emergência
em janeiro de 1998.
A Argentina há muito pensava em equipar seu exército
com helicópteros de ataque, e recentemente solicitou
aos Estados Unidos um lote de 12 AH-1F Cobra declarados
excedentes pelo U. S. Army. O AH-1F foi a última
versão monoturbina do Cobra a ser produzida; parte
dos AH-1F foram convertidos a partir de modelos AH-1G e
AH-1P, enquanto outros eram realmente novos de fábrica.
O AH-1F possui um canhão M197 de três tubos,
calibre 20 mm, e pode transportar casulos de foguetes ou
de metralhadoras, além de mísseis anticarro
TOW. É também dotado de Head-Up Display, jammer
infravermelho AN/ALQ-144 sobre a fuselagem e sistema de
navegação doppler AN/ANS-128.
Os Estados Unidos responderam positivamente à solicitação
argentina, mas o maior obstáculo é que os
helicópteros são fornecidos no estado em que
estão, e no local onde estão. Ou seja: a Argentina
teria que pagar todas as despesas para o transporte e os
serviços necessários para colocar as aeronaves
em condições de vôo e, como é
do conhecimento geral, o país enfrenta séria
crise econômica, o que pode inviabilizar a transação,
pelo menos temporariamente.
O Brasil não possui helicópteros de ataque.
O Exército, a Marinha e a Força Aérea
utilizam o Esquilo, armado com foguetes e metralhadoras,
para ataque a alvos terrestres. Num futuro não muito
distante, é de se esperar que o Exército capacite
seus helicópteros para o uso de mísseis anticarro.
O Esquilo e seus derivados, porém, não são
helicópteros de ataque verdadeiros. Ocorre
que os helicópteros de ataque (a não ser em
casos como o do Mi-24/25, por exemplo) normalmente não
podem ser usados em outra função que não
seja o combate ou seja, não tem serventia
para missões de transporte, ligação,
ou mesmo apoio à defesa civil em casos como inundações,
etc. Assim, via de regra é mais palatável
aplicar os parcos recursos orçamentários na
aquisição de aeronaves polivalentes,
armando-as quando for o caso. Claramente, entretanto, cresce
o interesse em nosso país por helicópteros
de ataque.