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2 de março de 2009
Chefe do EM das Forças Armadas dos EUA em Manaus
O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA), almirante Michael Mullen, chegou domingo, 1 de março, a Manaus, por volta das 19h, para conhecer as ações das forças armadas brasileiras na defesa externa, na garantia da lei, da ordem e na atuação contra crimes transfronteiriços e ambientais na Amazônia.
Mike Mullen - que é o principal assessor militar do presidente dos EUA, Barack Obama, foi recebido pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim e pelo comandante militar da Amazônia, General Augusto Heleno Pereira, após desembarcar no Terminal 2 do Aeroporto Eduardo Gomes. Mullen não deu entrevista à imprensa.
Segundo o ministro Nelson Jobim, Mullen está na Amazônia a convite do governo brasileiro para conhecer as ações de proteção no território nacional desenvolvidas pela Marinha e o Exército do Brasil. Mullen é o mais graduado oficial da ativa na Marinha americana. "Fui eu que fiz o convite ao almirante. Eu tive uma conversa com ele duas vezes, uma no governo Bush (ex-presidente dos EUA, George Bush), em janeiro, e outra no final do ano, já indicado ao governo Obama. E, agora, ele aceitou. Não tem nenhuma articulação de Obama, nem do governo Lula. É uma articulação nossa, do ministério da Defesa, com o próprio almirante Mullen. Lógico que o presidente Lula autorizou. Isso foi feito por mim para começar um diálogo entre Brasil e Estados Unidos", afirmou.
"Nós iremos mostrar como operamos. É o início de uma série de visitas que se tratam do Brasil. O Brasil não pode fazer com os Estados Unidos qualquer tipo de operações conjuntas dentro do território brasileiro porque a legislação americana exige que os soldados americanos sejam submetidos à sua legislação pelos atos praticados em território brasileiro", completou.
Estratégia
Indagado se o convite faz parte de alguma estratégia específica do governo brasileiro, o ministro Jobim respondeu que "o Exército brasileiro, já tem bom entendimento com o exército americano, assim como a marinha brasileira também exerce várias atividades com a marinha americana, e as forças aéreas dos dois países também". "O que não existe é uma relação estratégica com os ministérios da Defesa e é possível que nós tenhamos uma conversa estratégica nesse sentido", afirmou. Mullen passará um dia no Amazonas.
De acordo com a assessoria de comunicação do Comando Militar da Amazônia (CMA), ele iria participar, ainda ontem, de um jantar no Comando Militar da Amazônia. Na segunda-feira, participa de palestras no Centro de Instrução de Guerra na Selva (GIGS). Depois segue para o Pelotão Especial de Fronteira (PEF) de Ipiranga, em Tabatinga (a 1.108 quilômetros a Oeste de Manaus). Além do Brasil, Mullen visitará Chile, Peru, Colômbia e México, onde pretende se reunir com chefes militares e civis (EmTempo).
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